Tinha doze anos, treze no máximo, quando se apercebeu que escrever era mais fácil que falar.Não era grande escritor. Facilmente caía em erros de sintaxe ou gramaticais, para não mencionar a ortografia tremida e desajeitada. Não raras vezes separava o predicado do sujeito com vírgulas ou reticências, só por achar que uma pausa entre o enunciado e a acção davam alguma densidade ao texto.
No entanto, escrevia como sabia! E lia… poetas e romancistas ainda sem a destreza necessária para saber distinguir a genialidade da ordinarice.
Quanto mais escrevia, mais queria escrever. Queria ser como aqueles poetas que em meia dúzia de versos despiam toda a dor do mundo.
Exercitava a caneta como uma necessidade. Em casa, trancado no quarto que transformou no seu pequeno mundo hermético, ou na escola. Enquanto os professores discursavam, absorvidos no som da própria voz, enchia as linhas dos cadernos com palavras.
Foi então que descobriu o verdadeiro peso das palavras, plenas de todo o seu significado e esplendor, apenas quando são escritas. Cinzeladas a tinta não carecem de ouvidos para encontrar sentido.
Quando escritas, às palavras basta o papel!
Foi assim que, aos doze talvez treze anos, descobriu que o papel era o seu melhor ouvinte confidente. Desde então bombardeia-o com as palavras que não consegue segurar.
No entanto, escrevia como sabia! E lia… poetas e romancistas ainda sem a destreza necessária para saber distinguir a genialidade da ordinarice.
Quanto mais escrevia, mais queria escrever. Queria ser como aqueles poetas que em meia dúzia de versos despiam toda a dor do mundo.
Exercitava a caneta como uma necessidade. Em casa, trancado no quarto que transformou no seu pequeno mundo hermético, ou na escola. Enquanto os professores discursavam, absorvidos no som da própria voz, enchia as linhas dos cadernos com palavras.
Foi então que descobriu o verdadeiro peso das palavras, plenas de todo o seu significado e esplendor, apenas quando são escritas. Cinzeladas a tinta não carecem de ouvidos para encontrar sentido.
Quando escritas, às palavras basta o papel!
Foi assim que, aos doze talvez treze anos, descobriu que o papel era o seu melhor ouvinte confidente. Desde então bombardeia-o com as palavras que não consegue segurar.
Não segures.
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