Saldam-se dívidas do passado, aliviam-se os ombros. O peito, esse miserável, não se conforma com a imutável aproximação de um futuro onde não há voltar. O peito quer de volta o tempo em que o tempo pouca importância tinha, quer tornar a ecoar aquela batida serena de quem dorme em paz.
Zeros e uns correndo vertiginosamente dão a falsa ilusão do encurtamento das distâncias.
Trocam-se confidências, serenam-se ânimos. Um beijo na face e ainda tanto por dizer. Um desordenado dicionário de palavras aleatórias que se segura, em atroz esforço, no estômago enquanto o sono tarda a vir.

Por fim vem e traz sonhos de um futuro feito com sobras de passado, sonhos de peitos tranquilos dormindo em paz.
Sonhos destruídos pela cruel constatação que, ao acordar, ainda há mar e céu e areia e astros que não se alinham; ainda há bosques e rios e montanhas e mãos que não se dão; ainda há prédios e ruas e pontes e dúvidas e gente desencontrada e parques e florestas e vales…
Há tudo isto e vazio.
Zeros e uns correndo vertiginosamente dão a falsa ilusão do encurtamento das distâncias.
Trocam-se confidências, serenam-se ânimos. Um beijo na face e ainda tanto por dizer. Um desordenado dicionário de palavras aleatórias que se segura, em atroz esforço, no estômago enquanto o sono tarda a vir.

Por fim vem e traz sonhos de um futuro feito com sobras de passado, sonhos de peitos tranquilos dormindo em paz.
Sonhos destruídos pela cruel constatação que, ao acordar, ainda há mar e céu e areia e astros que não se alinham; ainda há bosques e rios e montanhas e mãos que não se dão; ainda há prédios e ruas e pontes e dúvidas e gente desencontrada e parques e florestas e vales…
Há tudo isto e vazio.
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