Algo muda na iluminação da sala quando irrompe pela porta. O andar ligeiro, aristocrático, os gestos sumptuosos e suaves, os olhos incendiados... Um quadro impressionista em movimento personificado. Uma tarde de Verão à sombra de árvores de fruta, rasgando a sala carregada de Inverno.
Não quero mais fantasmas. Não preciso de mais fantasmas.
Conto-lhe as sardas, decoro o movimento que faz com os lábios para soltar cada som. À distância, percorro-lhe, com a ponta dos dedos, o braço. Desde o ombro esculpido firmemente até às delicadas falanges dos dedos. Sinto-lhe a textura da pele. Sinto-lhe a temperatura da carne.
Não! Não quero mais fantasmas.
"Olhas como através de mim, cada fissura, imperfeição. Olhas como eu não estivesse aqui e fazes-me duvidar se tens razão."
Não quero mais fantasmas. Não preciso de mais fantasmas.
Conto-lhe as sardas, decoro o movimento que faz com os lábios para soltar cada som. À distância, percorro-lhe, com a ponta dos dedos, o braço. Desde o ombro esculpido firmemente até às delicadas falanges dos dedos. Sinto-lhe a textura da pele. Sinto-lhe a temperatura da carne.
Não! Não quero mais fantasmas.
"Olhas como através de mim, cada fissura, imperfeição. Olhas como eu não estivesse aqui e fazes-me duvidar se tens razão."
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