sábado, 28 de fevereiro de 2009

Chove...

... como se o que mais faltasse nesta terra fosse água. Mas não é! Nem doce, nem salgada.



Faltam perto de dois minutos para que volte a chuva. Um forte sentido de observação deixa adivinhar estas coisas. Apressadamente, calça uns sapatos e veste um casaco e faz-se à estrada. Mãos nos bolsos, olhar perdido.
Quer sentir os primeiros pingos na cara, no pescoço, no cabelo.
Abrem-se guarda-chuvas. Na fábrica fizeram um para todos, menos um.
O corpo molha-se, no entanto esta chuva não lava nem arrefece, frustrando todas as expectativas.
Em todas as inclinações a água junta-se e ganha força. Não a suficiente para o levar.
"Deve ser deste peso que levo às costas". Ou no peito... ou na cabeça.

Chove, como se o que mais faltasse nesta terra fosse água. Mas não é!

E ainda assim parece não haver água suficiente.

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